é de noite, sento me na varanda, observo o céu escuro e cheio de estrelas, sinto uma brisa fresca a passar-me pelos cabelos encaracolados, tenho lágrimas a escorrerem-me pela cara, os meus olhos neste momento devem estar azuis claros, as minhas bochechas devem estar inchadas e vermelhas, dói me, mal consigo respirar, pergunto me porque é que todos os momentos da vida não são como este, em que só oiço o som do vento a soprar, em que só sinto este silêncio que me acalma um bocado, é pedir muito suponho. tenho saudades de ser livre, de não ter noção de como este mundo é. pergunto me várias vezes se Deus existe, eu digo que não acredito, mas não sei, tenho as minhas dúvidas, « à que ter fé » dizem, infelizmente eu já acreditei completamente nele, mas ele desiludiu me e já não confio nele e por isso questiono várias vezes a sua existência. às vezes só me apetece fugir, sem dizer a ninguém para onde vou, sem deixar rasto, anseio pelo dia em que o vou fazer, aí só eu é que sei o que faço, aí não tenho como ser magoada por outros.
